21/03/2012
Bane + Cruel Hand + Rotting Out + Shape @ Cacilhas
11/03/2012
Burning Man - Ronin
21/12/2011
Alto do Pina - 18/12/2011

13/12/2011
Montijo Hardcore - 27/11/2011

De regresso ao Montijo e, em estreia absoluta nestas lides, o hardcore visitou a Timilia das Meias, o novo centro cultural desta pequena cidade, mais habituada a outro tipo de... touradas. Ponto final da tour europeia para os algarvios Critical Point, a tarde contou ainda com a presença dos Hard to Deal, dos Shape e dos Step Back! - também eles de regresso aos concertos na zona de Lisboa.
Infelizmente, não foi uma muito concorrida Timilia das Meias, uma nova venue que aparenta apresentar condições de topo para receber este tipo de concertos, que recebeu de volta o hardcore no Montijo. Uma sala com um som perfeito e, diria até, o tamanho certo para este tipo de concertos. Faltou principalmente público local, - algo que é capaz de desmotivar o mais apaixonado dos promotores, totalmente imerecido por todo o dinamismo que os mesmos ao longo dos anos vêm imprimindo à cidade -, para acompanhar as cerca de meia centena de pessoas que assistiram a mais uma matiné hardcore.
Os Hard to Deal vão, a pouco e pouco, ganhando a consistência ao vivo que os tornará uma ainda melhor banda. Ficando, por isso, sempre a ideia, a cada concerto, de que se vira o até então, melhor concerto deles. A banda apresentou os temas do seu EP de estreia (“Never Ending Story”), bem como uma música nova – aparentemente intitulada “Carry On”, mas ainda não oficialmente -, que demonstra, só por si, o talento da banda e para a qual ficam reservadas grandes expectativas para a sua audição a um nível mais profissional. Sofrendo do estigma de banda recente, os Hard to Deal ainda não conseguem ter a adesão – merecida – do público, onde o mais perto disso terá acontecido durante a cover “I Saved Latin” dos American Nightmare.
Os Shape voltaram a incendiar uma sala por onde passam e, isto, tem bastante a ver com a fiel crew de apoio que sempre acompanha a banda. Num set claramente mais curto que o habitual na banda, não faltou ainda assim, a emoção que sempre os caracteriza, principalmente em músicas como Vampires ou Rotten Inside. A banda voltou a incluir a música “1992” dos lendários X-Acto no seu set, um momento que resulta sempre numa grande adesão do público.
Com o seu regresso a Portugal, os Critical Point deram por terminada a tour europeia que haviam iniciado a 4 de Novembro. Os algarvios são de uma espécie que parece já extinta em Portugal. Youth Crew clássico, sem merdas, de orientação posi e muito vegan straight edge pride. A verdade é, já não se fazem bandas assim. Uma banda que vive bastante do spoken word, com palavras sempre bastante conscientes. Os Critical Point apresentaram um set pautado por músicas da sua demo, do seu EP “Trial & Error” e ainda uma cover de Mainstrike e Judge que, “se algum straight não conhecer, se deve envergonhar”. A banda parece ir recebendo o mais que merecido reconhecimento do público – que ajudou acanhadamente o vocalista Rafael Madeira. Esta é uma banda cujos membros já muito deram ao hardcore português e uma das razões pelo qual o mesmo subsiste e acontece frequentemente em várias zonas do país. Algo que, não fora a qualidade da banda, deveria ser garante, por si só, de grande respeito e reconhecimento.
De regresso à zona de Lisboa, estavam os Step Back! Que ficaram encarregues de encerrar a tarde de concertos no Montijo. Limitado fisicamente, o vocalista da banda foi pedindo a adesão do público, desde que não se lhe tocasse em zonas sensíveis. Pelo menos, de forma agressiva, não sabendo qual a reacção que adviria de um toque mais carinhoso. Mas ninguém queria que houvessem “stitches out” que não somente musicais e, quanto a isso, tarefa cumprida. Numa palavra, o concerto dos Step Back! É groove. Uma voz super versátil e, como disse, groovy as fuck, colorida por riffs e mais riffs, aos quais parece, ainda assim, carecer de um outro acompanhamento a nível de guitarra. A banda foi apresentando um set bastante concorrido, de especial incidência sobre músicas mais recentes, ao qual não faltou uma fidelíssima cover de Cro-Mags (“World Peace”). Espera-se agora que os mercados financeiros melhorem para que a banda tenha viabilidade económica para se lançar na gravação de novos temas e um novo registo, quiçá, um longa duração.
Concertos como estes do Montijo são o exemplo da preserverança, do amor pelo hardcore e pela cena local, do empreendedorismo e do dinamismo que pessoas como o Filipe e o Fábio. E são também exemplos da importância que o “support your local scene” tem em pequenas cenas underground como Portugal. O repto que aqui deixamos, é o de apoiarem os Filipes e os Fábios da vossa terra. O hardcore não existe só nos grandes centros e nas bandas estrangeiras. O 4theKids só pode agradecer que concertos deste género vão continuando a acontecer pelo país, mesmo que não tenhamos a possibilidade de os frequentar.
26/09/2011
For The Glory, Grankapo, ColdBlooded, For Ophelia's Death e Hard to Deal, Cacilhas

Foi um praticamente cheio Revolver Bar, em Cacilhas, que recebeu de volta os For the Glory, na sua última data da recente tour europeia. A tarde era também marcada pelo apoio a instituições de beneficiência a pessoas carenciadas, através da angariação de produtos alimentícios para as mesmas. Mais um exemplo por aquilo que se deve pautar o hardcore: mais que um estilo de música, ter uma vertente e consciência social bem activa. A apadrinhar o regresso dos For the Glory, estavam ainda os Hard to Deal, os For Ophelia’s Death, os Cold Blooded e os Grankapo.
O concerto dos Hard to Deal vem no seguimento de um Setembro bastante movimentado, com vários concertos, um EP lançado e, ainda, uma distinção honrosa – valha o que isso valha – como banda da semana para o 4THEKIDS. E, foi esta experiência adquirida durante este mês, que mostrou uns Hard to Deal cada vez mais consistentes que em datas anteriores. Não só a nível sonoro, mas igualmente a nível de presença de palco. O set dos Hard to Deal foi, como se poderá calcular, incidente no seu recente trabalho “Never Ending Story” e foi ainda adornado com duas covers, de Life Long Tragedy e One Life Crew.
Para os For Ophelia’s Death não se afigurava tarefa fácil. Não só iriam tocar num alinhamento de bandas que fugia um pouco ao seu som, estando, por isso, algo desenquadrados do restante cartaz, como ainda se viam impossibilitados de tocar com baixista, por razões pessoais do mesmo. Um esforço que será de louvar, mas que não estamos certos de ter sido frutífero para a banda. A apresentar o seu recente EP, o For Ophelia’s Death não terão conseguido converter ou, sequer, convencer alguns dos presentes da sala. A falta do baixista foi claramente um handicap ao longo do concerto ficando, por isso, a necessidade de ver a banda em condições mais favoráveis.
Numa tarde de ausência de membros de bandas, também os Cold Blooded não puderam contar com o seu recente novo membro, o guitarrista João Fonseca tendo, por isso, voltado à sua formação mais clássica de quatro elementos e, somente, uma guitarra. Mas, neste caso, o som da banda não se ressentiu sobremaneira, até porque fora nessas condições que a banda quase sempre actuara. E os Cold Blooded estão, cada vez mais, e concerto a concerto, a tornar-se numa das grandes bandas nacionais. Algumas músicas como “Watch Your Mouth” são já bastante bem recebidas pelo público que não se coibe de chegar à frente, cantar e dançar durante todo o set. Set em versão fast forward, afinal eram cinco bandas numa tarde, mesclado entre as músicas da demo e do EP e ainda com a apresentação de uma nova música.
Com um novo álbum acabado de sair do forno, os Grankapo são, ao dia de hoje, uma das maiores bandas de sempre no panorama hardcore nacional. São mesmo já um dos clássicos e nome incontornável na história da cena hardcore portuguesa. E os concertos da banda demonstram isso mesmo: incriticáveis em palco e uma grande empatia entre o público e a banda. Não será, por isso, de estranhar, que a banda tenha dedicado grande parte do seu set a apresentar algumas músicas novas que figuram no novíssimo “The Truth”. Músicas que demonstram o clássico som da banda, baseado num hardcore mais clássico e tradicional, com bastantes partes rápidas a apelar ao circle pit e mosh parts capazes de agradar aos melhores dançarinos.
Mas a tarde – agora já noite - era, indiscutivelmente dos For the Glory. E, muito por eles, o Revolver voltou a mostrar a saúde em termos de audiência que a cena hardcore da zona de Lisboa tem, aos dias de hoje. Pouco falha num concerto de For the Glory. Sejam músicas antigas, como “Fall in Disgrace”, dedicada aos fãs mais old school da banda – afinal, é a música mais antiga que tocam actualmente, 8 anos depois de terem dado o primeiro concerto -, ou “Drown in Blood” ou “Won’t Crawl on my Knees”, sejam músicas do recente “Some Kids Have No Face”, a sala recebe-las com a mesma felicidade. A felicidade de estarem perante uma das melhores bandas europeias, a felicidade de estarem presente uma das suas bandas preferidas e, orgulhosos, da mesma ser portuguesa. E é deste orgulho que se faz um concerto de hardcore. Orgulho de conhecer a banda, de saber as letras, de querer chegar mais perto do microfone para cantar as letras com que mais nos identificamos. Um orgulho que é, igualmente, recíproco, numa transmissão de energias positivas entre banda e público. Um público que, segundo a banda, é um dos melhores da Europa, quanto mais que não seja pelo facto de, também em uníssono, cantarem “Things We Say” dos lendários Gorilla Biscuits. E isso, meus amigos, é um grande “estudasses, Europa”.
De Cacilhas têm soprado muito bons ventos recentemente. A sala, várias vezes, bastante bem composta e tem sido palco de variados concertos de beneficiência por causas várias. Algo que sempre distinguiu o hardcore de outros estilos musicais, é esta consciência social. Este activismo. Algo que nunca deve ser deixado morrer e, aliás, deve ser incentivado e tornado regra. Há algo mais de música no hardcore e todos devemos ter parte activa no mesmo, não só indo a concertos mas, igualmente, escrevendo, criando zines, etc. O hardcore vai vivendo, e quer-se ainda mais saudável.
03/07/2011
Pressure | Critical Point, Release Show (Lisboa)

O hardcore voltou à Casa de Lafões, a peculiar sala na baixa Lisboeta. Mas, se por obra do calor veraniante, ou apenas reflexo de dois fins de semana seguidos com concertos a meio da tarde, não foi uma Casa de Lafões muito calorosa ou, sequer, numerosa, que acolheu o show de lançamento dos novos registos de Critical Point e Pressure.
Mas, não fora este pequeno pormenor, e o dia tinha tudo para ser uma grande tarde. Porque o hardcore não é só música, havia, a partir do momento em que se entrava na sala, diversos pontos de interesse. Desde logo, flyers de dietas vegetarianas (afinal, Critical Point é, assumidamente, uma banda pró-vegetariana), bancas de merch, zines, distros, etc. Um pequeno apontamento para ressalvar a importância dos mesmos, e a caracterização de um show de hardcore como mais que música. E, nesse aspecto, voltamos a experienciar um bom momento.
Quem terá sentido, de forma particular, a relativa falta de pessoas na sala - apontava a, talvez, um quarto da capacidade da sala lisboeta- e, ainda mais, a latência das que figuravam, foram os stevenseagal. A banda nunca conseguiu criar especial empatia com o público e, nem mesmo as covers de SSD e Day of the Dead, fizeram com que o público aderisse à festa. A banda surgiu como substituta de última hora face à impossibilidade dos Never Fail tocarem, mas não terá conseguido afastar esse fantasma. Tem, contudo, de se destacar que esta é uma das bandas mais originais da cena punk hardcore actual, mesclando a sua melodia a um lírica portuguesa, algo que nenhuma outra banda, na actualidade, o faz.
Os Critical Point surgiam como anfitriões deste dia, a par dos Pressure – afinal, o dia era sustentado pelo lançamento dos novos EP’s das duas bandas -, mas foram a banda que deu seguimento ao concerto dos stevensegal. Como já referimos, esta é uma banda assumidamente Go Veg! Por isso não é de estranhar que, em músicas como “Make a Choice”, esse seja o tema abordado na mesma. A banda liderada pelo mítico Rafael Madeira, mas com membros bem conhecidos na cena hardcore – membros de bandas como Pointing Finger, Broken Distance – vai buscar influências a bandas clássicas do hardcore straight edge nova iorquino como Judge ou Youth of Today. Um set que já presenciou alguma adesão por parte do público mas que, talvez pela rara oportunidade de ver Critical Point ao vivo – afinal, a banda poucas vezes sai do Algarve -, não está ainda familiarizada com a mesma. Mas, verdade se diga, é uma banda única em Portugal.
Os Cold Blooded, à partida, seriam a banda que, a nível sonoro, mais se desviava do restante cartaz. Mas tal, é igualmente sinónimo da ausência de barreiras que se quer num show de hardcore. Tal como o Rafa disse durante o show de Critical Point, seja straight edge, beatdown, ou o que quer que seja, estamos ali por um objectivo comum. Os Cold Blooded não se deram sequer ao trabalho de usar o – horrível – palco da Casa de Lafões (bom, excepto o baterista, claro). A banda apresentou pela primeira vez ao vivo o novo guitarrista e, como se previa, a diferença foi notória. Muito mais coeso e complexo o som da banda, que permitiu garantir uma maior flexibilidade ao nível da guitarra. Isto é, permitiu garantir ritmo à riffagem, algo que até agora não vinha sendo possível. A melhor contratação do defeso, sem dúvida. E foi, também, o show que, até à altura, presenciou um maior envolvimento entre banda e público – e, talvez por isso, não tenha sido inocente a opção por tocar no chão, e não no palco. “Watch Your Mouth” vai se já tornando um dos novos-clássicos do hardcore nacional.
Aos Pressure estava reservado o encabeçamento do cartaz e, como tal, a honra de fechar a tarde de concertos. Já ia longo o tempo que a banda não tocava na zona de Lisboa. Infelizmente não parece ter sido o tempo suficiente para fazer encher ainda mais a sala. Contudo, não foi por isso que, finalmente, não se viu um concerto hardcore – com todas as suas envolventes extra musicais – quase como mandam as regras. Daqueles com pessoas a mexerem-se e a cantar. Os Pressure, como sabemos, surgiram das cinzas dos Pointing Finger e, o mesmo é dizer, que inclui membros também dos Broken Distance. E, para além de tudo isto, é dizer, igualmente, que são membros com um andamento muito acima da média. Como tal, a nível musical, fora perfeitamente irrepreensível. Músicas novas, músicas da demo, e promessas que, dentro de um ano, haverão quatro músicas novas e um novo concerto em Lisboa. Porque, como anteviam quando começaram a banda, os Pressure querem fazer as coisas com calma. E, se a calma continua a trazer registos como o novo EP “Your Rage”, que se mantenha essa calma, que ninguém fica chateado. A finalizar, uma cover de Minor Threat (Filler), que incendiou por completo a Casa de Lafões, numa mostra do que é capaz o público nacional quando, finalmente, acorda.
O hardcore voltou à Casa de Lafões. Aliás, atrever-me-ia a dizer, que o hardcore com conteúdo voltou. Mais do que o normal, nos últimos tem-se assistindo a um cada vez maior conjunto de bandas que, para além da música, tem algo a dizer. Têm voltado os discursos de palco e, isso, é encorajador e motivador. É isso que distancia a cena punk hardcore de outras cenas, mais estritamente musicais. Há bancas de merch, há zines, há distros. Esperamos apenas que continue a haver pessoas!
26/06/2011
Get Slapped 2011

Marcava 44ºC um termómetro – ao Sol, dê-se lhe o desconto – perto de Alvalade, durante a tarde de hoje. A verdade, é que já se sabia desde há uns meses que o Inferno havia caído sobre aquela zona de Lisboa, contudo, hoje fora puramente metereológico. Mas não foi este calor dantesco que afastou uma muito bem composta Associação Joaquim Xavier Pinheiro – que é como quem diz, a sala de Alvalade – de assistir ao que prometia ser um festival de chapadaria gratuíta.
Aos Shape começa a faltar palco para tanta música. E, talvez por isso, o vocalista da banda não se dê, sequer, ao trabalho, de o usar. Como seria de seu direito, afinal. A voz é feita do chão e, aquele que até temia começar por ser um início frio de matiné musical – sintam a ironia das palavras -, acabou por se tornar em mais uma prova do quão grande se está a tornar esta banda. Público a transmitir calor humano desde o início do show – tumba, outra! -, quer nos originais da banda, que, aliás, vão já sendo sabidos de cor, quer nas covers (The Machinist, Have Heart e 1992, X-Acto) tocadas pela banda. Aguarda-se com impaciência o lançamento de algum registo da banda.
Aos The Skrotes coube a díficil tarefa de conseguir dar seguimento ao concerto dos Shape. Com uma, visivelmente, menos cheia sala, os Skrotes ofereceram o que melhor o seu skate-punk- de-elevada-violência-e-rapidez possibilita. Os Skrotes têm uma onda muito característica e, com isso, um público sempre bastante fiel que – wait for it - não os deixa ficar a arder, mesmo com o calor que se fazia sentir. Da mesma maneira que a banda ofereceu aquilo que dela se espera: caos, anarquia músical e uma excelente presença em palco. Ah, e sets curtos, sem merdas. Claro.
Foram precisos oito meses para que os Reality Slap voltassem a tocar em Lisboa. Durante este interregno, a banda tem estado a gravar o novo álbum “Necks and Ropes” do qual apresentaram, em Alvalade, temas que o constituem. Músicas essas que demonstram uns Reality Slap com uma potência e poder que ainda não tinham sido vistos. Sim, ainda mais bruto que as faixas de registos anteriores. Ficou-se ainda a saber que, uma delas, contará com a participação do vocalista de Parkway Drive. E, como não poderia deixar de ser, o concerto de Reality Slap foi o verdadeiro Get Slapped Fest, ao qual não faltou gente a levar demasiado à letra esta intitulação (as melhoras a todos). Se já havia calor, os Reality Slap encarnaram o diabo e foi, definitivamente, o Inferno na Terra.
Os Devil in Me voltaram a tocar em Lisboa para encabeçar a matiné hardcore, bem típica do bairro de Alvalade – como, aliás, fizeram questão de deixar bem claro logo no início do brevíssimo concerto da banda, mas já lá vamos -, afinal, foi ali que começaram bandas como, por exemplo, os For the Glory. Os Devil in Me apresentaram, desde logo, uma surpresa: Mike Ghost no baixo, o que, porventura, deveria significar a introdução de “Claim My World”, do recente álbum da banda, “The End”, no set da mesma. Tal não chegou a acontecer. Mas vamos por partes. Os Devil in Me tinham uma sala à sua espera. Havia, até, quem tenha vindo do Alentejo para os ver – true story. E, desde o início do concerto, com “The End” e “Alive”, que praticamente toda a sala fez questão de o demonstrar. Mas o concerto dos Devil in Me estava condenado ao insucesso. Foram vários os problemas de som que a banda enfrentou, ao longo do seu set, que impossibilitou, em grande parte do tempo, ouvir sequer os instrumentos ou a voz. E, foi com apenas mais “On My Own”, “City of the Broken Dreams”, “Live Fast Die Young” e “Brothers in Arms” que a banda viu o seu concerto ser interrompido, de vez. Não, não por culpa dos já citados – e recuperáveis – problemas de som, mas por via de dois agentes policiais que obrigaram ao términus da matiné. Afinal, nenhum de nós está nisto para arranjar confusão.
Foi com este final abrutpo que, a quase cheia sala de Alvalade, se despediu de uma bastante saudável cena hardcore lisboeta, como que renascida das cinzas. Não foi o calor e o bom tempo que afastaram o público para a praia, como se poderia fazer prever. Quem sabe, não fora esse mesmo calor e bom tempo que levaram a alguns membros, bastante jovens, do público a deslocarem-se a Alvalade. Que o bom tempo continue, então.


